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- Explicar, explicar - resmungava Etienne. - Vocês, quando não dão nome às coisas, nem sequer as veem. Isto se chama cachorro, aquilo se chama casa, como dizia o Duíno. Perico, é preciso mostrar, não explicar. Eu pinto, ergo, sou.
- Mostrar o quê? - perguntou Perico Romero.
- As únicas provas de que estamos vivos.
- Este animal pensa que não existe outro sentido que não seja a visão e suas consequências - comentou Perico.
- A pintura é muito mais que um mero produto visual - disse Etienne. - Eu pinto com todo o corpo; nesse sentido, não sou tão diferente do seu Cervantes ou do seu Tirso de tal. O que mais me revolta é a mania das explicações, o Logos compreendido exclusivamente como verbo. Julio Cortázar, O jogo da amarelinha, p. 54